Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005

O que eu vejo no Natal

O que eu vejo no Natal, desde a bebedeira ao carnaval.


Vejo coisas no natal // Que só me causam pavor //
São muitas de carnaval // Poucas do nosso Senhor..

Ou o tempo está trocado // Ou eu não entendo isto //
Onde eu só vejo o diabo // Os outros vêem o Cristo..

Na cara dos foliões // Só vejo graça plena //
Então tinha razões // A Maria Madalena..

Seria melhor ficar calado //Se não posso ver o Égo //
Para não ser criticado // Nem ser taxado de cego.

No passado já foi dito // Para todos em geral //
O exagero é maldito // E causará muito mal..

Há pessoas neste mundo // Com males exagerados
E sofrimentos profundos // Por eles mesmos criados..

Ter menos que o merecido // Não é bom para ninguém
Mas todo o excesso retido // Só faz mal a quem retém.


Então os que comem demais // Vão pagar caro por isso //
Por desprezarem os editais // que mostram o compromisso.

Muita gente a passar fome // Mesmo sem parar de trabalhar
Por causa do consumo enorme // De quem se diverte a esbanjar.

Nunca tivemos tanta produção // Nem tantos humanos famintos //
Nem se buscou tanto a solução // Para retirá-los dos labirintos. .

Enquanto alguém tiver fome // Por não conseguir emprego //
Nem rico nem pobre dorme // Ninguém mais terá sossego..

Só se pensa e fala em lazer // E em lugares de muita calma //
Poucos conseguem entender //Que o cansaço está na alma.

A alma está perturbada // Pela sujeira da ganância //
E dizem que não é nada // È coisa sem importância.

É a sujeira não somática // Que confunde a liberdade//..
Pelo que se vê na prática.// Só se limpa com amizade

Meu cérebro, meu universo // É todo Teu , meu Senhor //
Nele contigo converso // E vejo Teu esplendor.
.

Usa meu cérebro Senhor.// se isso for do teu agrado //
Não é para fazer favor // Ele foi por Ti criado!..

Autor; Bernardo Lopes da Rocha

bernardolope@superig.com.br
publicado por blopesdarocha às 23:43
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1 comentário:
De Portugal Ressuscitado a 19 de Dezembro de 2005 às 23:52
Bonito poema, sinceramente concordo com ele, mas nem tudo é mau no natal... pelo menos a familia se junta o que cada vez é mais raro.
Um abraço, Miguel Roque


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