Terça-feira, 8 de Agosto de 2006

Sempre por Olivença

Sempre por Olivença.
Desde mil duzentos e noventa e sete, até mil oitocentos e um, Olivença foi território português sem interrupção. Houve uma exceção que foi o domínio do território português que ficou debaixo do domínio espanhol por causa de um casamento. Um casal que considera, cada um, seu País e seu povo, como propriedade da família! Alguém já viu absurdo maior? Alguém já viu maior idiotice do que aceitar e acreditar que uma família seja dona de um ou dois países e de seus povos? Com certeza, nenhuma pessoa de bom senso viu! Isto tem alguma coisa a ver com Olivença, embora não pareça, porque nesse acontecimento, em 1640, todo o território foi retomado sem alteração de fronteira.
Parece-me que a Espanha acha que, duzentos e cinco anos de domínio ilegal, depois da imposição do aprendizado do idioma castelhano, com a finalidade de conseguir que todo os oliventinos reneguem a sua verdadeira nacionalidade, lhes dá direito legal para perpetuar o domínio. Estão enganados! Pode até parecer que os oliventinos atuais, que não conhecem a história, achem certo, mas os portugueses não esqueceram a tomada de parte do seu território, pela força militar, numa guerra suja. E nunca deixaram de exigir, em cada dia dos duzentos e cinco anos, a devolução de Olivença de acordo com o tratado de Viena de 1815.
Tudo o que descrevi neste texto já foi descrito por mim e por muitos mais de maneiras diferentes, mas sempre com a finalidade de mostrar que não estamos conformados com a perda de Olivença e que não perdemos a esperança de reavê-la. Não conseguimos nada positivo e nunca conseguiremos se não partirmos para ações que causem problemas inquietantes na U E e, principalmente, nas nações ibéricas. De principio acho que nada melhor que fechar a ponte e impedir o funcionamento dos demais meios de transporte que nos ligam ao território português invadido pela Espanha. O governo não vai fazer tal coisa e por isso a iniciativa e acionamento deve ser comandada pelos grupos e indivíduos inconformados com a inatividade do governo Português e a afronta do governo espanhol.
Detesto as fronteiras e sou a favor da consolidação da União Européia, porém acho conveniente acertar primeiro todos os litígios de fronteira e nacionalidade para que desapareçam as rixas mesmo que tenhamos a certeza de que as fronteiras, no futuro, não sejam mais que folclore. bernardolopes@superig.com.br
publicado por blopesdarocha às 16:08
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